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Como o MEI pode driblar a crise em 7 passos

29 de Maio de 2017   Por: Rebeca Guerra

Com o aperto da crise econômica nos últimos anos, o número de desempregados abrindo caminho com empresa própria só cresce e coloca novatos frente a frente com armadilhas desconhecidas. De acordo com adesões ao Simples Nacional (regime tributário simplificado para microempresas), o crescimento de MEIs no Brasil foi de 42% (de 4,8 milhões para 6,9 milhões).

Para permanecer nestes números e superar a crise, veja as dicas abaixo!


 

1) Conheça o cliente

E se na largada do negócio os clientes não aparecerem como o esperado para comprar o seu produto ou pagar pelo serviço que você oferece? Isso pode apontar que, na verdade, você nunca soube bem quem seria o cliente. É preciso saber quem é o público-alvo.

Como superar:

  • Para identificar o seu consumidor, é preciso buscar informações mais específicas sobre o que irá oferecer no negócio, sobre o seu segmento (alimentação, vestuário, serviços de beleza).
  • Essa base é importante para entender o perfil de quem vai querer os seus produtos e serviços. E, quando ele aparecer, não perca a oportunidade de perguntar como está a concorrência, como você poderia melhorar para fazer ele retornar.
  • Aí, é centrar força no que realmente interessa para o seu cliente

 

2) Confundir o gosto pessoal com o gosto do cliente

É problema achar que conhece totalmente o cliente baseado em si mesmo. Uma armadilha que pega o empreendedor na largada é a convicção de que, se ele compraria o produto, todo mundo faria o mesmo. Com essa certeza de sucesso rápido, líquido e certo, enche o estoque ou investe além da conta no ponto. Quem abre uma loja de roupas, por exemplo, pode cometer esse deslize se investir em apenas uma linha de vestuário.

Como superar:

  • É preciso pesquisa, conversa com possíveis clientes, visita a outros estabelecimentos.
  • Com isso, será possível começar a responder se o seu produto ou serviço é atrativo o suficiente para que outras pessoas, além de você mesmo, comprem.
  • Pense por que o consumidor compraria o seu produto. Saiba se outras empresas oferecem a mesma coisa melhor do que você.

 

3) Escolha do ponto

Não avaliar corretamente a região onde vai abrir o ponto, pensando no tipo de negócio e na circulação de clientes, pode surpreender os novos empreendedores. Identificar o problema o quanto antes é fundamental para sair dessa armadilha. Se o negócio depende de clientes passando pela porta, mas isso não acontece, é hora de ligar o sinal de alerta. Você pode estar no lugar errado, longe dos seus potenciais clientes.

Como superar:

  • Identificar este problema o quanto antes, afinal, o empreendedor não tem dinheiro para ficar jogando pela janela com o aluguel.
  • Conheça a região em que pensa se fixar para ver como seu segmento se encaixaria nela. É residencial ou é mais comercial? Há circulação de pessoas? Lembre-se que não ter concorrentes perto não é garantia de sucesso.
  • Talvez seja ideal fixar o ponto em uma área com outros estabelecimentos do mesmo setor. Ela pode ser procurada pelos clientes por este motivo.

 

4) Falta de crédito

Querer dar a largada em um negócio e não ter dinheiro suficiente revela um obstáculo que tira o sono de empreendedores de todos os tamanhos: a falta de crédito no mercado. E, aí, aquela melhoria para tornar o serviço mais eficiente ou incrementar o estoque fica pendente e pode comprometer o futuro do negócio. Bancos emprestam, mas querem garantias de pagamento. E quem é micro, sem dinheiro ou patrimônio, fica a ver navios.

Como superar:

  • Tenha o controle das suas contas pessoais e do negócio. Faça planilha de gastos e seja firme.
  • É importante saber o valor do financiamento e a finalidade do recurso pretendido (equipamento, matéria-prima, melhoria da estrutura).
  • Busque informações sobre linhas de financiamento que melhor se enquadram nas suas necessidades e quais instituições operam com tais linhas.
  • Bancos não querem correr riscos. Por isso, ter algum tipo de estudo mostrando a viabilidade do projeto e sua capacidade de pagamento são saltos à frente.

 

5) Misturar as contas

Outra arapuca nas finanças do começo de um pequeno negócio é o descontrole contábil. E isso ocorre quando se confunde o caixa da empresa com a própria carteira. Aí está um caminho que leva fácil o empreendedor às instituições financeiras para pedir empréstimos. Começar a usar o lucro, que deveria ser para manter o negócio, para custos pessoais (como conta de luz de casa) dá início a uma ciranda que pode levar o negócio ao buraco muito cedo.

Como superar:

  • Separar negócio e vida pessoal precisa ser uma determinação rigorosa.
  • Isso vai exigir disciplina e aperto no cinto. Um passo é determinar um valor de remuneração que você vai usar na vida pessoal e não fazer retiradas extras do caixa.
  • E qual o valor correto? Isso varia muito para cada empreendedor. Sua necessidade e faturamento vão determinar essa retirada.
  • Deve conhecer o faturamento, os custos, e fazer as contas.
  • A maneira mais fácil de separar as despesas da empresa dos gastos pessoais, é usando o Admei, pois criamos o app especialmente para você resolver este problema, adicionando diariamente suas entradas e saídas, tanto da despesa da empresa, quanto dos seus gastos pessoais. Tudo fica claro, ali, na tela do seu celular!

 

6) Perder o controle dos gastos

É a mesma lógica de dentro de casa: é preciso apertar o cinto e cortar tudo o que for desnecessário. Luz, água, telefone, TV a cabo: não se esqueça que esses itens também podem pesar no seu negócio sem que você se dê conta. Deixar eles correrem soltos é risco de encurtar a sua história de empreendedor.

Como superar:

  • Aproveite, por exemplo, a luz solar, mantendo lâmpadas apagadas por mais tempo.
  • Desligar aparelhos como computadores, aquecedores e ar-condicionado ao sair para o almoço e à noite é outra dica básica muitas vezes esquecida.
  • Não deixe os equipamentos em stand by, pois continuam a consumir energia. E para reduzir gastos com telefone e internet é necessário identificar qual é a sua necessidade.
  • Contrate somente aquilo que for adequado para o seu negócio, sem pagar a mais pelo que não precisa.

 

7) Obrigações de MEI

De acordo com o Sebrae, a maioria dos MEIs tem dificuldade com o pagamento das guias de arrecadação: não acompanham ou esquecem de pagar. Só que, além de ficar sem cobertura do INSS, o MEI também ficará com uma dívida que só vai crescer acrescida de juros. É uma bomba que vai estourar lá na frente.

Como superar:

  • Todo mês, até o dia 20, o Microempreendedor Individual deve preencher (pode ser manualmente) o Relatório Mensal das Receitas que obteve no mês anterior.
  • Deve anexar ao Relatório as notas fiscais de compras de produtos e de serviços e as notas que emitir.
  • Todos os anos, o MEI deve declarar o valor do faturamento do ano anterior.
  • Não esquecer de pagar sua guia de arrecadação mensal (DAS) até o dia 20 de cada mês. O Admei te auxilia todos os meses com este lembrete!

 

Este conteúdo foi publicado originalmente no Diário Gaúcho.