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Financiamentos




Saiba como o MEI pode ter acesso aos principais serviços financeiros dos bancos

18 de Julho de 2017   Por: Rebeca Guerra

Além da facilidade para abrir conta, o MEI pode encontrar linhas de crédito em várias instituições financeiras públicas e privadas.

Dentre as instituições públicas destacam-se a Caixa Econômica Federal, o Banco do Brasil, o Banco do Nordeste, o Banco da Amazônia e o BNDES.

A documentação necessária para abertura de conta e empréstimo junto às instituições financeiras públicas:

 

a) Na Caixa Econômica Federal

CCMEI - Certificado de Condição do Microempreendedor Individual e/ou Certidão Simplificada da Junta Comercial.
Documentos pessoais do Empreendedor (Documento de Identidade e CPF).
Comprovante de endereço residencial do MEI.
Para avaliação de crédito, além dos documentos já entregues na abertura de conta, é solicitado o preenchimento da "Ficha de Cadastro Microempreendedor Individual", modelo disponibilizado pela Caixa, onde o MEI declara o seu faturamento e algumas de suas despesas.

 

b) No Banco do Brasil

CCMEI - Certificado de Condição do Microempreendedor Individual e/ou Certidão Simplificada da Junta Comercial.
Documentos pessoais do Empreendedor (Documento de Identidade e CPF).
Comprovante de Residência.
CNPJ.


Microcrédito
O microcrédito é um empréstimo com valor menor, acessível ao Microempreendedor Individual. É obtido sem burocracia, mas tem suas regras.

O microcrédito é a concessão de empréstimos de pequeno valor a microempreendedores formais e informais, normalmente sem acesso ao sistema financeiro tradicional. É um tipo de crédito no contexto de microfinanças, que abrange o fornecimento de empréstimos e outros serviços financeiros especializados para pessoas de baixa renda.

Assim, o microcrédito tem como principais características:

  • Ausência de garantias reais, já que a maioria das transações tem como garantia o aval solidário;
  • Concessão de crédito ágil e adequado ao ciclo de negócios do empreendimento;
  • Baixo custo de transação devido à proximidade entre a instituição e o tomador dos empréstimos e à inexistência de burocracia;
  • Ação econômica com forte impacto social na comunidade;
  • Elevado custo operacional para a instituição fornecedora dos recursos; e
  • Metodologia específica, que consiste na concessão assistida do crédito.

Concessão assistida

Os agentes de crédito vão até o local onde o trabalhador exerce uma atividade produtiva para avaliar as necessidades e as condições de seu atendimento, bem como as condições de pagamento.

Esse profissional passa a acompanhar a evolução do negócio e a fornecer orientação se necessário. Os recursos do microcrédito produtivo orientado se destinam sempre a financiar capital de giro e investimentos produtivos fixos, como obras civis, a compra de máquinas e equipamentos novos e usados, compra de insumos e materiais, entre outros.

Como obter o microcrédito

Para consultar as instituições ou agentes operadores em que poderá obter o microcrédito em seu estado ou região, acesse o site do BNDES e siga o percurso Apoio Financeiro > Programas e Fundos > Programa de Microcrédito > Lista de agentes operadores de recursos ao microempreendedor. 


Planeje bem
Crédito é importante, mas planeje bem.

Existem linhas específicas para o MEI, o que não quer dizer que o crédito é automático e garantido, pois depende de procedimentos da instituição financeira e suas condições gerais de financiamento.

Não existe uma legislação específica que obrigue as instituições financeiras a manterem linhas de crédito para o MEI.

O crédito utilizado de forma consciente amplia os horizontes daqueles empreendedores que conseguem enxergar as oportunidades que surgem, e canalizam recursos para a ampliação e crescimento.

É necessário que se faça controles do negócio, e também o controle dos gastos familiares do empreendedor. Com isso, tem-se uma ideia do quanto o negócio está contribuindo na composição da renda familiar e, por outro lodo, o quanto o empreendedor está retirando do negócio. É preciso observar se estas retiradas estão acima da capacidade da empresa e impedindo que o empreendimento consiga crescer por falta de reinvestimento.

É importante que o empreendedor saiba que ao separar as finanças do negócio da sua vida pessoal ele terá a exata ideia do quanto esse empreendimento está sendo lucrativo ou não. E se é possível investir para ampliar o resultado.

Em qualquer momento do negócio, o controle da situação financeira gera segurança e tranquilidade, além de promover o conforto e reduzir riscos de se sentir desorientado e possivelmente endividado. A falta de controle é o primeiro sinal de alerta de que as coisas podem não estar indo tão bem quanto se imagina.

 

Este conteúdo foi originalmente publicado em Sebrae.



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